25.2.10

Noticia Brasileira retirada daqui:

 

 

Detalhes sobre esta pesquisa podem ser consultados no site www.proteste.com.br.
 

 

 
 

Biscoitos e doces industrializados devem ficar longe das lancheiras para não prejudicar a saúde das crianças.

Boa parte destes lanches têm substâncias que podem causar alergias, hiperatividade e até câncer.

A conclusão é de análise em 31 produtos da Associação de Consumidores Pro Teste.Técnicos avaliaram os rótulos de biscoitos, doces, gelatinas e bebidas.

Entre as marcas analisadas, 19 apresentaram os corante Amarelo Crepúsculo, Tartrazina ou Vermelho 40, que podem causar hiperatividade, déficit de atenção, alergias e câncer.

Treze tinham glutamato monossódico, que causa alergia, e oito, edulcorante, que é um adoçante. A substância é potencialmente cancerígena e pode causar lesões no cérebro

Segundo Manuela Dias, uma das responsáveis pela pesquisa, a presença de substâncias que podem fazer mal deveria estar em destaque nos rótulos, o que não ocorre.

Detalhes sobre esta pesquisa podem ser consultados no site www.proteste.com.br


10.3.09

Noticia no Jornal O Público:

Esta vai ser a semana da promoção da alimentação saudável no Parlamento: sexta-feira o PS apresenta um projecto de lei para reduzir o teor de sal no pão e um projecto de resolução em que recomenda ao Governo a distribuição gratuita de frutas e legumes nas escolas.

São boas notícias, aplaudem os nutricionistas e médicos especialistas em nutrição. Mas todos defendem que se poderia ir mais longe, nomeadamente regulando áreas tão problemáticas como a publicidade a alimentos dirigida a crianças e jovens. Nem de propósito. O deputado socialista Jorge Almeida, médico e um dos autores dos dois projectos que agora sobem a plenário, admitiu ao PÚBLICO que esta será a próxima iniciativa a avançar e que isso deve acontecer "em breve".


Há mais de dois anos que o Partido Ecologista Os Verdes (PEV) apresentou uma proposta de alteração ao Código da Publicidade com o objectivo de regular a publicidade a produtos alimentares dirigida a crianças e jovens. Desde essa altura, o projecto "está a marinar na Comissão Parlamentar de Saúde", reconhece Almeida. Em 2006, o PS pediu ao PEV que esperasse um pouco, porque estava prestes a entregar um novo Código da Publicidade e por isso não faria sentido alterar uma lei que ia ser revogada, explica o deputado ecologista Francisco Madeira. Até hoje.

"Fazer uma lei que proíba a publicidade a alimentos hipercalóricos nos programas infanto-juvenis é prioritário", defende a médica Isabel do Carmo, que lembra os dois estudos da associação para a defesa do consumidor Deco que concluíram que "mais de 90 por cento" destes anúncios são de produtos com calorias a mais. "Está nas mãos do PS acabar com isto", diz a médica, para quem é ainda urgente regular os alimentos vendidos nos bares das escolas. Uma reivindicação que é feita igualmente pelo presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade, Galvão Teles. É que, apesar de haver recomendações do Ministério da Educação sobre esta matéria, há estabelecimentos que as seguem mas outros não, lembra Isabel do Carmo.

Também o coordenador da Plataforma de Luta contra a Obesidade, João Breda, advoga a regulação da publicidade dirigida a crianças. "A regulação deve existir, quando ao auto-regulação não funciona", frisa o nutricionista. Outra medida que Breda gostaria de ver operacionalizada era a redução de ácidos gordos, à semelhança do que se vai fazer agora com o sal. O projecto de lei que sexta-feira vai ser apreciado na generalidade estipula que o teor máximo de sal no pão passe a ser de 1,4 gramas por cada 100 gramas de pão e prevê coimas que oscilam entre os 500 e os 5 mil euros, definindo ainda orientações para a rotulagem de alimentos pré-embalados. A outra iniciativa é um projecto de resolução que recomenda ao Governo a adesão ao programa comunitário de distribuição de frutas e legumes nas escolas (aprovado em 2008) e a preparação de um programa nacional de promoção do consumo de hortofrutícolas.

O PS propõe ainda ao Governo que estude a possibilidade de proibição da venda de alimentos hipersalinos e hipercalóricos nas escolas. Para a presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas, Alexandra Bento, as duas iniciativas têm todo o mérito, até porque constituem dois dos erros da alimentação dos portugueses. "Consumimos o dobro do sal recomendado pela OMS e, como um dos veículos para este consumo é o pão, esta medida é muito importante como sinalização", afirma. Também a distribuição gratuita de fruta lhe merece grandes elogios. "Cada português consome pouco mais de uma peça de fruta por dia, quando o recomendável é entre três a cinco."

link do postPor buxi, às 11:15  Comentar

21.2.09

Fonte: RTP

 

 

 

Esta é uma das conclusões da obra "Obesidade em Portugal e no Mundo", a primeira de autores portugueses sobre a dimensão global da Obesidade.

Editada pela Faculdade de Medicina de Lisboa com o apoio dos Laboratórios Abbott, a obra foi coordenada por Isabel do Carmo, directora do Serviço de Endocrinologia do Hospital de Santa Maria e docente daquela Faculdade.

 

Em declarações à Lusa, Isabel do Carmo explicou que este é o primeiro livro que dá uma panorâmica do que existe sobre obesidade em Portugal e no mundo, com dados referentes à idade pré-escolar, escolar, adolescência, 20 anos e idade adulta assim como faz uma recolha das consequências da obesidade.

 

Segundo a investigação, a tendência de cada indivíduo, que se reflecte na população em geral, é ter uma percepção subjectiva de menos peso e mais altura.

Em todas as idades as pessoas acham que têm menor Índice de Massa Corporal do que aquele que têm de facto.

 

"Quando se pergunta, as pessoas dizem sempre que pesam menos e medem mais", disse em declarações a Lusa a endocrinologista Isabel do Carmo, acrescentando que o livro revela esta diferença entre o índice de massa corporal subjectivo e o objectivo.

 

O trabalho de investigação mostra ainda que a elevada prevalência da obesidade estará intimamente relacionada com a chamada "transição nutricional", caracterizada por mudanças quantitativas e qualitativas nas escolas alimentares.

Os consumos alimentares diferem entre os sexos.

 

As mulheres mencionam uma maior frequência de consumo de sopas, legumes e frutos frescos assim como de lacticínios de baixo teor de gordura, alimentos que são indicados pela literatura como podendo exercer efeitos potencialmente benéficos na prevenção da sobrecarga ponderal.

 

Por outro lado, o livro revela que os mais jovens apresentam frequências de consumo mais elevadas de alimentos tendencialmente hipercalóricos e de baixa densidade nutricional.

A obesidade tornou-se um dos grandes problemas de saúde pública no final do século XX e um dos maiores do século XXI, com dimensões que ultrapassam muito as questões plásticas que levam, sobretudo as mulheres, à consulta da especialidade ou ao consumo de medidas avulsas de tratamento.

 

Portugal aparece neste livro como um país médio em matéria de incidência da obesidade, juntamente com Espanha e Grécia, mas não é por isso que a situação deixa de ser preocupante, em especial nas crianças.

 

"É preocupante porque, enquanto nos adultos nos situamos na média da Europa, nas crianças estamos entre os piores. Dos três aos 18 anos temos os piores números, o que quer dizer que as actuais crianças e jovens vão ser muito mais obesos do que os adultos actuais e isso é assustador", disse.

 

Na Suécia, por exemplo, explica Isabel do Carmo, regista-se uma regressão da obesidade infantil, fruto de um grande investimento em campanhas contra o problema.

Os países mais desenvolvidos estão melhor, os da bacia mediterrânica estão pior e há ainda uma evolução negativa da Inglaterra, Alemanha e dos países do bloco de leste que, em 20 anos, passaram para o dobro em consequência do empobrecimento da população, adiantou a especialista.

 

Nos adultos, Portugal tem uma prevalência de obesidade de 14,5 por cento enquanto em Itália esse valor é de nove por cento e na Rússia de 16 por cento.



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