10.3.09

Noticia no Jornal O Público:

Esta vai ser a semana da promoção da alimentação saudável no Parlamento: sexta-feira o PS apresenta um projecto de lei para reduzir o teor de sal no pão e um projecto de resolução em que recomenda ao Governo a distribuição gratuita de frutas e legumes nas escolas.

São boas notícias, aplaudem os nutricionistas e médicos especialistas em nutrição. Mas todos defendem que se poderia ir mais longe, nomeadamente regulando áreas tão problemáticas como a publicidade a alimentos dirigida a crianças e jovens. Nem de propósito. O deputado socialista Jorge Almeida, médico e um dos autores dos dois projectos que agora sobem a plenário, admitiu ao PÚBLICO que esta será a próxima iniciativa a avançar e que isso deve acontecer "em breve".


Há mais de dois anos que o Partido Ecologista Os Verdes (PEV) apresentou uma proposta de alteração ao Código da Publicidade com o objectivo de regular a publicidade a produtos alimentares dirigida a crianças e jovens. Desde essa altura, o projecto "está a marinar na Comissão Parlamentar de Saúde", reconhece Almeida. Em 2006, o PS pediu ao PEV que esperasse um pouco, porque estava prestes a entregar um novo Código da Publicidade e por isso não faria sentido alterar uma lei que ia ser revogada, explica o deputado ecologista Francisco Madeira. Até hoje.

"Fazer uma lei que proíba a publicidade a alimentos hipercalóricos nos programas infanto-juvenis é prioritário", defende a médica Isabel do Carmo, que lembra os dois estudos da associação para a defesa do consumidor Deco que concluíram que "mais de 90 por cento" destes anúncios são de produtos com calorias a mais. "Está nas mãos do PS acabar com isto", diz a médica, para quem é ainda urgente regular os alimentos vendidos nos bares das escolas. Uma reivindicação que é feita igualmente pelo presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade, Galvão Teles. É que, apesar de haver recomendações do Ministério da Educação sobre esta matéria, há estabelecimentos que as seguem mas outros não, lembra Isabel do Carmo.

Também o coordenador da Plataforma de Luta contra a Obesidade, João Breda, advoga a regulação da publicidade dirigida a crianças. "A regulação deve existir, quando ao auto-regulação não funciona", frisa o nutricionista. Outra medida que Breda gostaria de ver operacionalizada era a redução de ácidos gordos, à semelhança do que se vai fazer agora com o sal. O projecto de lei que sexta-feira vai ser apreciado na generalidade estipula que o teor máximo de sal no pão passe a ser de 1,4 gramas por cada 100 gramas de pão e prevê coimas que oscilam entre os 500 e os 5 mil euros, definindo ainda orientações para a rotulagem de alimentos pré-embalados. A outra iniciativa é um projecto de resolução que recomenda ao Governo a adesão ao programa comunitário de distribuição de frutas e legumes nas escolas (aprovado em 2008) e a preparação de um programa nacional de promoção do consumo de hortofrutícolas.

O PS propõe ainda ao Governo que estude a possibilidade de proibição da venda de alimentos hipersalinos e hipercalóricos nas escolas. Para a presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas, Alexandra Bento, as duas iniciativas têm todo o mérito, até porque constituem dois dos erros da alimentação dos portugueses. "Consumimos o dobro do sal recomendado pela OMS e, como um dos veículos para este consumo é o pão, esta medida é muito importante como sinalização", afirma. Também a distribuição gratuita de fruta lhe merece grandes elogios. "Cada português consome pouco mais de uma peça de fruta por dia, quando o recomendável é entre três a cinco."

link do postPor buxi, às 11:15  Comentar

29.1.09

Se prescindir de uma refeição, para além de comprometer a ingestão diária adequada de nutrientes, essencial para o equilíbrio do organismo, a única coisa que consegue é:

Comer mais na refeição seguinte (tratando-se do jantar, talvez não aguente até ao pequeno-almoço e se veja obrigado a atacar o frigorífico durante a noite).

 

Armazenar, sob a forma de gordura, tudo o que ingerir a seguir e abrandar o seu metabolismo, que, face à ausência de nutrientes para transformar em energia, se habitua a gastar menos combustível, diminuindo, assim, o consumo de calorias em repouso.

 

Por outro lado, julga-se que ao comer unicamente fruta ao jantar se está a tomar uma opção saudável. Um engano, uma vez mais. Um jantar só de fruta é uma refeição desequilibrada, que carece de proteínas, cálcio e ferro.

 

Para além disso, num cálculo aproximado, quatro peças de fruta representam nove a 10 colheres de sopa de açúcar, cerca de 800 calorias. Estamos a falar de cerca de metade das calorias que uma mulher de 60/65 kg deve ingerir diariamente para perder peso (1600 a 1800 kcal).

 

Ora, se lhes juntar as calorias das restantes refeições, o caminho mais provável será o aumento de peso em vez do seu decréscimo. Para um jantar equilibrado e dietético, deve optar por uma refeição completa e moderada em quantidade.

 

A nutricionista Magda Roma recomenda uma peça de fruta antes de jantar e peixe grelhado ou cozido com verduras, por exemplo. Porquê a fruta antes da refeição? «Os seus micronutrientes (vitaminas e minerais) são absorvidos em maior concentração, e a fibra que nos fornece contribui para saciar a fome, ajudando a moderar as quantidades ingeridas durante a refeição principal», explica.

 

 

 


Artigo retirado daqui

 

 

 

 



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