2.8.09
 
 
Os mais recentes conhecimentos de nutrição apontam o elevado nível de insulina como a causa comum à obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, elevação dos níveis de colesterol e triglicéridos e predisposição para o agravamento das doenças degenerativas e doenças auto imunes.

A insulina é a hormona produzida pelo pâncreas sempre que há uma subida do nível de açúcar no sangue proveniente da ingestão de alimentos. A insulina tem como missão no nosso organismo «dar ordem de armazenamento» dos açúcares alimentares, sob a forma de gordura. Sempre que comemos alimentos que no processo digestivo se transformem em açúcar a insulina será libertada e fará o açúcar baixar no sangue para o encaminhar para o processo de armazenagem de energia: a formação de gordura.

A espécie humana desenvolveu ao longo de milhares de anos esta extraordinária capacidade de armazenar energia, sob a forma de gordura, sempre que dispunha de alimentos de elevado nível calórico. Assim fazia reservas a que recorria quando os alimentos eram escassos.
De certa forma, a esta capacidade de produzir insulina e com ela ser capaz de armazenar o excesso de energia sob a forma de gordura sempre que havia abundância de alimentos se pode ter ficado a dever a sobrevivência da espécie humana.

No entanto, na nossa época de abundância e excesso alimentar, esta capacidade ancestral de produzir insulina como resposta ao excesso de ingestão calórica está a «voltar-se contra nós» agora que já não somos confrontados com a alternância de períodos de escassez alimentar. O excesso de insulina está a ser identificada como a causa principal da obesidade das sociedades desenvolvidas.

Com a produção de insulina em níveis elevados, a «ordem de armazenamento» é muito eficazmente cumprida e os níveis de açúcar tendem a baixar no sangue muito rapidamente. O nível de açúcar no sangue pode não ser suficiente para fornecer ao cérebro a quantidade satisfatória de energia – estamos perante uma hipoglicémia reactiva. Quando isso acontece a pessoa sente uma necessidade compulsiva de ingestão de mais quantidade de açúcar para compensar essa descida súbita; tem, então, uma incontrolável vontade de comer doces.
A contínua ingestão de alimentos de elevado índice glicémico estimula o pâncreas à produção repetida de cada vez maiores quantidades de insulina, gerando o que é conhecido como hiperinsulinismo.
Quando as células de um organismo estão sob a acção de elevadas doses de insulina deixam de responder adequadamente a esses estímulo. É como se “ficassem habituadas” e passassem a necessitar de estímulos (doses) cada vez mais elevadas. Este fenómeno é conhecido por insulino-resistência.


Sob o ponto de vista bioquímico tudo se passa deste modo:

Ingestão de alimentos doces, açúcar ou cereais refinados que no processo digestivo se transformam rapidamente em açúcar – glicose - de fácil assimilação. São os alimentos de elevado nível glicémico.

Esta assimilação rápida de glicose acciona o estímulo para o pâncreas produzir insulina.

O pâncreas produz uma grande quantidade de insulina porque «percebeu» que o nível de glicose subiu muito depressa no sangue (porque os alimentos ingeridos eram de elevado índice glicémico).

A insulina em quantidade abundante faz sair muito rapidamente a glicose do sangue para o armazém - gordura.

O nível de glicose cai para valores inferiores aos de manutenção de fornecimento de energia ao cérebro – hipoglicémia reactiva – e o cérebro entra em sofrimento!

A pessoa tem uma intensa sensação de cansaço e de fome e sente necessidade absoluta de comer cada vez mais doces ….

Perante uma nova e repetida ingestão de doces e alimentos de elevado índice glicémico, o pâncreas produz cada vez mais insulina – inicia-se o processo de hiperinsulinismo.

Perante níveis tão altos de insulina os receptores celulares para a insulina deixam de responder adequadamente exigindo cada vez mais insulina para activarem o processo metabólico que lhes é divido. É a insulino-resistência!

…E o ciclo vicioso está instalado


O que se pode fazer para nunca produzir insulina em excesso?
R: Nunca comer alimentos de elevado índice glicémico!

É este o objectivo das dietas de baixo índice glicémico.

Neste tipo de dietas são totalmente abolidos os açúcares, os doces e todos os alimentos que se transformam rapidamente em glicose, muito fácil de assimilar. Para além dos doces, contam-se entre os alimentos de elevado índice glicémico os cereais refinados e as féculas (batata).

Há um autor médico que se distinguiu como pioneiro na criação das dietas de baixo índice glicémico e de controlo da hiperinsulimo e da insulino-resistência.
Michel Montignac

 

Fonte


1.8.09

 

O maxo ca da casa ja andava a pedir isto ha muito tempo. Ele merece. A ver se é desta que começo a fazer exericio. Consegui fazer 18 minutos de Step! Nada mau pra quem nao fazia nada!

 

Ora fica aqui uma imagem do que estava a passar na TV:

 

 

 

 


RSS
Pesquisa de artigos :
 
Arquivos
2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


2006:

 J F M A M J J A S O N D


2005:

 J F M A M J J A S O N D