Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




 
 
Os mais recentes conhecimentos de nutrição apontam o elevado nível de insulina como a causa comum à obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, elevação dos níveis de colesterol e triglicéridos e predisposição para o agravamento das doenças degenerativas e doenças auto imunes.

A insulina é a hormona produzida pelo pâncreas sempre que há uma subida do nível de açúcar no sangue proveniente da ingestão de alimentos. A insulina tem como missão no nosso organismo «dar ordem de armazenamento» dos açúcares alimentares, sob a forma de gordura. Sempre que comemos alimentos que no processo digestivo se transformem em açúcar a insulina será libertada e fará o açúcar baixar no sangue para o encaminhar para o processo de armazenagem de energia: a formação de gordura.

A espécie humana desenvolveu ao longo de milhares de anos esta extraordinária capacidade de armazenar energia, sob a forma de gordura, sempre que dispunha de alimentos de elevado nível calórico. Assim fazia reservas a que recorria quando os alimentos eram escassos.
De certa forma, a esta capacidade de produzir insulina e com ela ser capaz de armazenar o excesso de energia sob a forma de gordura sempre que havia abundância de alimentos se pode ter ficado a dever a sobrevivência da espécie humana.

No entanto, na nossa época de abundância e excesso alimentar, esta capacidade ancestral de produzir insulina como resposta ao excesso de ingestão calórica está a «voltar-se contra nós» agora que já não somos confrontados com a alternância de períodos de escassez alimentar. O excesso de insulina está a ser identificada como a causa principal da obesidade das sociedades desenvolvidas.

Com a produção de insulina em níveis elevados, a «ordem de armazenamento» é muito eficazmente cumprida e os níveis de açúcar tendem a baixar no sangue muito rapidamente. O nível de açúcar no sangue pode não ser suficiente para fornecer ao cérebro a quantidade satisfatória de energia – estamos perante uma hipoglicémia reactiva. Quando isso acontece a pessoa sente uma necessidade compulsiva de ingestão de mais quantidade de açúcar para compensar essa descida súbita; tem, então, uma incontrolável vontade de comer doces.
A contínua ingestão de alimentos de elevado índice glicémico estimula o pâncreas à produção repetida de cada vez maiores quantidades de insulina, gerando o que é conhecido como hiperinsulinismo.
Quando as células de um organismo estão sob a acção de elevadas doses de insulina deixam de responder adequadamente a esses estímulo. É como se “ficassem habituadas” e passassem a necessitar de estímulos (doses) cada vez mais elevadas. Este fenómeno é conhecido por insulino-resistência.


Sob o ponto de vista bioquímico tudo se passa deste modo:

Ingestão de alimentos doces, açúcar ou cereais refinados que no processo digestivo se transformam rapidamente em açúcar – glicose - de fácil assimilação. São os alimentos de elevado nível glicémico.

Esta assimilação rápida de glicose acciona o estímulo para o pâncreas produzir insulina.

O pâncreas produz uma grande quantidade de insulina porque «percebeu» que o nível de glicose subiu muito depressa no sangue (porque os alimentos ingeridos eram de elevado índice glicémico).

A insulina em quantidade abundante faz sair muito rapidamente a glicose do sangue para o armazém - gordura.

O nível de glicose cai para valores inferiores aos de manutenção de fornecimento de energia ao cérebro – hipoglicémia reactiva – e o cérebro entra em sofrimento!

A pessoa tem uma intensa sensação de cansaço e de fome e sente necessidade absoluta de comer cada vez mais doces ….

Perante uma nova e repetida ingestão de doces e alimentos de elevado índice glicémico, o pâncreas produz cada vez mais insulina – inicia-se o processo de hiperinsulinismo.

Perante níveis tão altos de insulina os receptores celulares para a insulina deixam de responder adequadamente exigindo cada vez mais insulina para activarem o processo metabólico que lhes é divido. É a insulino-resistência!

…E o ciclo vicioso está instalado


O que se pode fazer para nunca produzir insulina em excesso?
R: Nunca comer alimentos de elevado índice glicémico!

É este o objectivo das dietas de baixo índice glicémico.

Neste tipo de dietas são totalmente abolidos os açúcares, os doces e todos os alimentos que se transformam rapidamente em glicose, muito fácil de assimilar. Para além dos doces, contam-se entre os alimentos de elevado índice glicémico os cereais refinados e as féculas (batata).

Há um autor médico que se distinguiu como pioneiro na criação das dietas de baixo índice glicémico e de controlo da hiperinsulimo e da insulino-resistência.
Michel Montignac

 

Fonte

Autoria e outros dados (tags, etc)


4 comentários

Sem imagem de perfil

De Beta a 02.08.2009 às 21:54

Só nos dás boas informações amiga...

Realmente.....

Beijinho,
βeta
http://betaeuconsigo.blogs.sapo.pt/
Sem imagem de perfil

De Carla G. a 03.08.2009 às 10:01

Este é exactamente o meu problema...nas últimas análises que fiz tinha o nível de açúcar num valor muito abaixo do normal e o médico proibiu-me de tocar em doces, mas é tão irresistível.... o que permite essa dieta que falas no post? beijinho e obrigado:)
Sem imagem de perfil

De Estrelinha a 03.08.2009 às 15:49

Olá,
Aproveito para partilhar convosco o site:
http://www.montignac.com/en/index.php

E já agora o livro desse médico "Eu Como, Logo Emagreço... e Mantenho a Linha!" :
http://www.criticaliteraria.com/9724515184

Também existe um livro de receitas com os indices glicémicos baixos.

Bjs


Sem imagem de perfil

De Nantilia Batista a 25.09.2009 às 16:39

Há 8 anos atrás ofereceram-me o livro "como, logo emagreço..." e sem dúvida foi a melhor prenda de anos que tive. Aprendi a comer e perdi 22Kg. Alguns anos depois desleixei-me e não cumpri com a fase 2 ´do livro, por isso engordei em 4 anos 12Kg. Em finais de Julho passado decidi recomeçar a alimentação de baixo indice glicémico e até hoje já perdi 8K sem passar fome.

Comentar post



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2006
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2005
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D


Links

A Dieta

Indice

Úteis

Blogs

Pesagens

Links